{"id":4873,"date":"2019-10-15T14:07:34","date_gmt":"2019-10-15T18:07:34","guid":{"rendered":"https:\/\/faed.ufms.br\/?p=4873"},"modified":"2019-10-15T14:18:04","modified_gmt":"2019-10-15T18:18:04","slug":"15-de-outubro-dia-doa-professora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faed.ufms.br\/en\/15-de-outubro-dia-doa-professora\/","title":{"rendered":"15 de Outubro &#8211; Dia do(a) Professor(a)"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;padding-left: 40px\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 12pt\">O aprendizado do ensinante ao ensinar n\u00e3o se d\u00e1 necessariamente atrav\u00e9s da retifica\u00e7\u00e3o que o aprendiz lhe fa\u00e7a de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica \u00e0 medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente dispon\u00edvel a repensar o pensado, rever-se em suas posi\u00e7\u00f5es; em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas, que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que a curiosidade \u00e0s vezes quase virgem dos alunos percorre, est\u00e3o gr\u00e1vidas de sugest\u00f5es, de perguntas que n\u00e3o foram percebidas antes pelo ensinante. Mas agora, ao ensinar, n\u00e3o como um burocrata da mente, mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade \u2013 raz\u00e3o por que seu corpo consciente, sens\u00edvel, emocionado, se abre \u00e0s adivinha\u00e7\u00f5es dos alunos, \u00e0 sua ingenuidade e \u00e0 sua criatividade \u2013 o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que \u00e9 reaprendido por estar sendo ensinado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;padding-left: 40px\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 12pt\">O fato, por\u00e9m, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conte\u00fado n\u00e3o deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem compet\u00eancia para faz\u00ea-lo. N\u00e3o o autoriza a ensinar o que n\u00e3o sabe. A responsabilidade \u00e9tica, pol\u00edtica e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Esta atividade exige que sua prepara\u00e7\u00e3o, sua capacita\u00e7\u00e3o, sua forma\u00e7\u00e3o se tornem processos permanentes. Sua experi\u00eancia docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma forma\u00e7\u00e3o permanente do ensinante. Forma\u00e7\u00e3o que se funda na an\u00e1lise cr\u00edtica de sua pr\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\">FREIRE, Paulo. <i><strong>Professora sim, tia n\u00e3o: cartas a quem ousa ensinar.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Olho D&#8217;\u00c1gua, 2001.\u00a0<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O aprendizado do ensinante ao ensinar n\u00e3o se d\u00e1 necessariamente atrav\u00e9s da retifica\u00e7\u00e3o que o aprendiz lhe fa\u00e7a de erros cometidos. 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